A Polícia Federal deflagrou nesta quarta uma operação em três cidades do Ceará e São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e São Luís (MA) para apurar denúncias de fraude e corrupção nas obreas do Castelão, Fortaleza (CE), o estádio cearense na Copa do Mundo de 2014. Entre os alvos estão o presidenciável Ciro Gomes (PDT) e o irmão dele, o ex-governador do Ceará e senador Cid Gomes. As informações são da coluna Radar, da revista Veja.
A PF procura apreender mídias digitais, aparelhos celulares e documentos na capital Fortaleza e também nas cidades de Meruoca e Juazeiro do Norte (ambas CE)Segundo a corporação, as investigações começaram em 2017, “sendo identificados indícios de esquema criminoso envolvendo pagamentos de propinas para que uma empresa obtivesse êxito no processo licitatório da Arena Castelão e, posteriormente, na fase de execução contratual, recebesse valores devidos pelo Governo do Estado do Ceará ao longo da execução da obra de reforma, ampliação, adequação, operação e manutenção do Estádio Castelão”.
As investigações apontam para um pagamentos global de R$ 11 milhões em propinas diretamente em dinheiro ou disfarçadas de doações eleitorais, com emissões de notas fiscais fraudulentas por empresas fantasmas”, diz a PF. Nesta operação, oitenta policiais federais cumprem 14 mandados de busca e apreensão expedidos pela 32ª Vara da Justiça Federal.
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de lavagem de dinheiro, fraudes em licitações, associação criminosa, corrupção ativa e passiva – art. 1º da lei 9.613/98; 89 e 90 da lei 8.666/93 e artigos 288, 317 e 333 do Código Penal.
Até o momento, nem Ciro Gomes nem Cid Gomes se pronunciaram sobre o caso.
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