Com a fronteira fechada, um grupo de pelo menos 300 imigrantes vindo do Haiti tenta sair do Brasil, mas são impedidos pelas autoridades peruanas, de acordo com informações da Polícia Militar. O grupo ocupa, neste domingo, 14, a ponte da Integração que liga a cidade acreana de Assis Brasil, na fronteira com o Peru.
A fronteira do Acre com o Peru está fechada desde março do ano passado. Nesse período, vários imigrantes chegaram em Assis Brasil, onde foram alojados em abrigos e mantidos pela prefeitura. A cidade chegou a decretar situação de emergência.
O prefeito de Assis Brasil, Jerry Correia diz que a situação é caótica. “A situação em Assis Brasil é caótica, dramática, nós estamos revivendo o que vivemos em 2020, com essa crise migratória. A coisa se agravou, especialmente hoje, quando imigrantes, na sua maioria haitianos, resolveram protestar e entrar no país vizinho, Peru, a todo custo”, disse o prefeito.
O prefeito explica que hoje a prefeitura mantém os imigrantes em três abrigos montados em uma escola, um ginásio e uma casa alugada. “Nós estamos mantendo três locais como abrigo desde o ano passado. Essas pessoas, no desespero, foram para ponte para tentar entrar [no Peru]”, conta.
O prefeito está em negociação com as autoridades peruanas e espera autorização para que eles possam ingressar no país.
“Eles estão sensíveis à situação. Há uma possibilidade de eles permitirem o ingresso. O governador de Madre de Dios está tentando autorização do governo federal peruano. Vão fazer uma triagem nesse grupo, testar todos eles para a Covid. Mas a crise vai além disso, mesmo que as autoridades permitam o ingresso desses imigrantes, amanhã, depois, nós teremos novamente esse número aqui no município de Assis Brasil”, desabafou.
A prefeitura afirma que continua dando assistência aos imigrantes que estão acampados na ponte.
“Estamos levando, alimentação, água, tentando fazer a locação de tendas, para que essas pessoas possam se livrar da chuva, já que elas estão dispostas a ficar ali o tempo que for necessário para entrar no Peru”, diz o prefeito.
Os imigrantes começaram a deixar a cidade a partir do mês de julho. Em janeiro deste ano a prefeitura abrigava apenas um cubano na Escola Municipal Edilsa Maria Batista. Na época, o prefeito recém-empossado, Jerry Correia, afirmou que faria uma auditoria para saber quanto foi gasto pela gestão passada com a questão imigratória e qual montante de dívidas que a cidade acumulou.
A PM informou que esse novo grupo chegou nas últimas semanas. Mas, por causa do decreto que reclassificou o Acre para a fase vermelha, após o aumento dos casos de Covid-19, está interrompida a circulação e o ingresso, no estado, de veículos de transporte coletivo interestadual e internacional de passageiros, público e privado, exceto os que se destinarem a transporte de pacientes.
O prefeito explica que os imigrantes são os que teriam vindo para o Brasil desde o terremoto, de 2010 e agora querem sair do território brasileiro por estarem perdendo os empregos por causa da pandemia.
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