Depois de dois dias seguidos com abalos sísmicos, Amargosa, no Vale do Jiquiriçá, voltou a registrar o fenômeno nesta terça-feira (1°). Os tremores foram de magnitude 2.0 e 2.4 na Escala Richter e ocorreram às 3h31 e 6h36, respectivamente. As informações são da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), operadas pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Labsis/UFRN).
O chefe do Observatório Sismológico da UnB, Marcelo Rocha, disse que essa sequência de eventos indica a possibilidade de um enxame sísmico. Diferente de eventos normais, os enxames sísmicos são caracterizados por uma sequência de tremores em uma mesma região, em dado período de tempo. Os abalos podem ocorrer durante dias ou até semanas. Segundo a RSBR, o padrão de ocorrência é o seguinte: primeiro eventos de menor magnitude (precursores), depois, um evento mais forte (ou às vezes dois), chamado de evento principal e, em seguida, eventos menores, conhecidos como réplicas.
Esse é o padrão que tem sido observado na região de Amargosa. Desde o domingo (30), pelo menos 14 tremores foram registrados na região. O evento de mais forte até o momento foi registrado às 7h44 do domingo e teve magnitude 4.6.
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