Um estudo da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2019), do Ministério da Saúde, apontou que Salvador é uma das cinco cidades com menor índice de fumantes com idade a partir de 18 anos, com 5,4% da população. No Brasil, esse número é de 9,8%.
Para a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), o baixo índice é resultado da existência do Programa de Controle do Tabagismo na cidade, aliada à legislação municipal. Uma delas é a 7.651/2009, que proíbe o uso de cigarro ou qualquer outro derivado do tabaco em ambiente coletivo total ou parcialmente fechado.
O tratamento através do programa é gratuito e desenvolvido em uma das 63 unidades básicas de saúde administradas pelo município. As atividades têm como foco a prevenção e o tratamento e, para quem quer deixar de fumar, o primeiro passo é se inscrever em uma das unidades, levando um documento de identificação oficial com foto e cartão do SUS.
Após a inscrição, o paciente passa por uma entrevista (anamnese) para avaliação do interesse em se tratar e, também, do nível de dependência da nicotina. Isso porque, em alguns casos, além das terapias em grupo, também é indicado o uso de medicamento.
Vencidas essas duas etapas, o paciente começa a fazer as terapias coletivas semanais. O apoio é dado por um grupo de profissionais gabaritados, entre eles médicos, psicólogos, dentistas, nutricionistas e enfermeiros.
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