O governador baiano, Rui Costa, defendeu na noite desta quinta-feira (13) a transformação em política permanente do auxílio permanente de R$ 600. Perguntado, durante entrevista à CNN Brasil, se temia que o benefício pudesse ajudar politicamente o governo federal, o gestor petista aproveitou para alfinetar o rival. “Nós acompanhamos a votação quando o Executivo queria apenas R$ 200”.
Na forma como foi proposto pelo Ministério da Economia, a ajuda para quem ficou sem renda durante a pandemia seria um valor três vezes menor. A quantia foi alterada durante a tramitação no Congresso Nacional e depois o valor mais alto foi avalizado por Bolsonaro e pela equipe econômica.
Rui argumentou que a transferência de renda tem se mostrado importante desde o bolsa família, criado na gestão presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. “Não tenho receio de que o povo melhore de vida. Muito pelo contrário. Lutei por isso a vida inteira”, acrescentou.
Para o governador baiano, o auxílio emergencial não só ajudou na sobrevivência de quem recebe, mas manteve parte da atividade produtiva funcionando durante a quarentena, particularmente nos estados mais pobres. “A transferência de renda é muito importante em uma economia desigual como a brasileira”, arrematou.
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