Apesar da debandada no Ministério da Economia, auxiliares ligados à agenda liberal do ministro Paulo Guedes ressaltam que ele não vai pedir demissão. "PG não sai. Tem consciência de que é o pau da barraca", disse Rubem Novaes, amigo do ministro e ainda presidente do Banco do Brasil - ele já anunciou sua saída.
Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, pessoas próximas a Guedes apontam cansaço por parte dele diante do acúmulo de frustrações com a resistência do meio político em se engajar nas mudanças propostas pela equipe dele. Por outro lado, ele tem dito que ainda não é hora de abandonar o governo Jair Bolsonaro.
De acordo com a publicação, a avaliação no entorno de Guedes é de que o presidente não é um liberal, por mais que apoie alguns aspectos do liberalismo. Já parlamentares ouvidos dizem que uma eventual saída do ministro não seria dramática, pois avaliam que falta, por parte dele, um plano para enfrentar a crise econômica.
DEMISSÃO DE SALIM
A coluna conta ainda que a demissão de Salim (veja aqui), da Secretaria de Desestatização, anunciada na noite de terça (12), surpreendeu deputados, senadores e outros colegas do governo. Eles dizem que ele não dava sinais de que iria sair e desconfiam que o estopim tenha sido uma reunião com Bolsonaro, ocorrida no mesmo dia.
Relatos indicam que Guedes estava insatisfeito com a atuação dele, que vinha travando um embate com Martha Seillier, à frente do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI).
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