O recém-nomeado ministro da Educação, Carlos Decotelli, se envolveu em mais uma polêmica. A FGV (Fundação Getúlio Vargas) publicou uma nota na noite desta segunda-feira (29), negando que o economista tenha sido professor ou pesquisador da instituição, conforme alegava seu currículo. De acordo com assessores, a novidade irritou o presidente Jair Bolsonaro, que debate a permanência do ministro hoje (30).
Conforme publicado na Folha de S.Paulo, Bolsonaro e Decotelli se encontraram ontem, e o presidente cobrou explicações do ministro. Ainda ontem, à noite, Bolsonaro escreveu em rede social que "Decotelli não pretende ser um problema para a sua pasta (governo), bem como está ciente de seu equívoco", num sinal de que não garantiria sua permanência no cargo e de que o ministro sabe da crise que criou.
Mesmo diante das novas polêmicas, Bolsonaro ainda não bateu o martelo. Entretanto, o presidente solicitou a deputados e assessores indicações de possíveis substitutos. Ele exigiu também que os currículos dos nomes cotados sejam minuciosamente checados.
São cogitados para o cargo de ministro da Educação o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, o ex-assessor do Ministério da Educação Sérgio Sant'Anna e o conselheiro do CNE (Conselho Nacional de Educação) Antonio Freitas. Os três têm apoio do núcleo ideológico.
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