O Ministério Público Federal (MPF) estabeleceu prazo de 72 horas para que o prefeito Luiz de Deus (PSD), da cidade de Paulo Afonso, no norte do estado, esclareça a origem de recursos públicos usados para promover o “Forró Esperança”, realizado de 23 a 30 de junho, durante a pandemia da Covid-19 (novo coronavírus).
Em investigação que acompanha a aplicação de recursos federais no combate à doença, a prefeitura informou ao MPF não ter verba para a conclusão dos 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 40 de internação previstos para serem instalados no Hospital Nair Alves de Souza. Ao menos 11 respiradores estão sem uso. De acordo com as informações da prefeitura, divulgadas nas redes sociais, o festejo junino prevê a apresentação de mais de 30 bandas a bordo de mini trio.
No ofício, o MPF quer saber o total de recursos públicos usados e se a verba é federal, estadual ou municipal. Para os Procuradores da República que atuam no MPF em Paulo Afonso, os festejos contrariam a principal recomendação das autoridades de saúde para combater a pandemia, que é o distanciamento social, além de contrariar a recomendação do Ministério Público de Contas do Estado da Bahia para não realização de despesas públicas com festas juninas no estado.
Em nota, a prefeitura de Paulo Afonso informou que ainda não foi notificada oficialmente e, assim que receber o documento, prestará os devidos esclarecimentos.
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