O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que nesta sexta-feira (10) a doença deve atingir a marca de mil mortos no Brasil. Segundo o chefe da pasta da Saúde do governo federal, um mês após o primeiro registro da doença no país, ainda não é possível usar somente o fator tempo para calcular quantas mortes deverão ocorrer em território brasileiro.
"Maio, junho e julho serão meses piores. Quem dita o ritmo da doença é o quanto teremos de equipamentos. O quanto estamos dispostos a fazer em nome do social, do ir e vir", afirmou o ministro em entrevista à CNN Brasil.
Para o ministro, qualquer outro assunto fica menor diante da doença, o que ele chamou de ruídos paralelos. "É uma doença nova que cada dia vai mostrando sua face. Jogar todo mundo em atividade é o que o vírus quer", afirmou Mandetta sobre a flexibilização do isolamento social, em cidades como Brasília.
"Cada governador está lendo seu sistema de saúde. Se ele acha que está bem... Essa é uma doença que vai pegar. Não é o sistema de um país frágil, que estamos falamos. Mas dos sistemas de países como Itália, Inglaterra, Estados Unidos que colapsaram. Talvez esse ou aquele governador não ache que vai colapsar", acrescentou.
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