A redução de bolsas para pós-graduação feita pelo governo Jair Bolsonaro no ano passado teve maior impacto no Nordeste, de acordo com dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) e publicados pela Folha hoje (17).
Já os cursos mais atingidos foram das áreas de engenharia, educação e medicina.
As bolsas são financiadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
Foram canceladas 7.590 bolsas para financiar pesquisas de pós-graduandos. No total, são 84,6 mil estudantes atendidos com financiamento. Outras 476 bolsas fazem parte de acordos e editais específicos, em geral por temas e abertos a várias instituições.
Para a análise dos dados, a Folha considerou somentes os benefícios de programas institucionais.
O número absoluto de bolsas canceladas foi maior no Sudeste, que também concentra o maior número de programas e órgãos de pesquisa. Os cancelamentos representaram 6% do total de 2.882 bolsas da região.
No entanto, proporcionalmente, a região mais afetada foi o Nordeste. As instituições nordestinas perderam 2.063 bolsas, o que corresponde a 12% das vigentes anteriormente.
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