O presidente Jair Bolsonaro minimizou, hoje (20), o aumento recorde do desmatamento na Amazônia. Para ele, a destruição da vegetação não acabará no Brasil por ser algo "cultural". A declaração foi dada na saída do Palácio do Alvorada.
"Você não vai acabar com o desmatamento nem com as queimadas. É cultural", disse, ao ser perguntado se adotaria alguma medida para reduzir o desflorestamento, segundo a Folha.
Entre agosto de 2018 e julho de 2019, o Brasil bateu o recorde de destruição na floresta amazônica em toda a década. Segundo o sistema de monitoramento Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes), foram desmatados 9762 km², um aumento de 29,5% em comparação com o ano anterior.
Bolsonaro ainda fez críticas à ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que afirmou que o cenário para 2020 é preocupante. "Eu vi a Marina Silva criticando anteontem. No período dela, tivemos a maior quantidade de ilícitos na região amazônica", disse o presidente, sem apresentar, no entanto, dados para provar a sua afirmação
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