Quinta, 01 de Outubro de 2026
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Envelhecer com saúde: atividade física e Fisioterapia são aliadas na manutenção da autonomia e da qualidade de vida

Nesse contexto, a prática regular de atividade física e o acompanhamento fisioterapêutico desempenham um papel fundamental.

01/10/2026 17h04 Atualizada há 1 hora atrás
Por: Redação
Envelhecer com saúde: atividade física e Fisioterapia são aliadas na manutenção da autonomia e da qualidade de vida

Envelhecer faz parte do ciclo natural da vida, mas o avanço da idade não precisa significar perda de autonomia ou de qualidade de vida. Cada vez mais, a atenção à saúde da pessoa idosa está voltada não apenas para o tratamento de doenças, mas também para a prevenção de limitações e para a manutenção da independência funcional.

Nesse contexto, a prática regular de atividade física e o acompanhamento fisioterapêutico desempenham um papel fundamental. Fortalecer os músculos, preservar a mobilidade, melhorar o equilíbrio e prevenir quedas são estratégias que contribuem para que o idoso continue realizando suas atividades cotidianas com segurança e confiança.

Para o professor Matheus Maciel, fisioterapeuta, mestre em Saúde Coletiva e especialista em Gerontologia, envelhecer com saúde vai muito além da ausência de doenças. "Envelhecer com saúde não significa simplesmente não ter doenças. Significa conseguir manter autonomia, independência, mobilidade e qualidade de vida ao longo dos anos", afirma.

Segundo o especialista, a pessoa idosa deve continuar participando das atividades que fazem parte da sua rotina, convivendo socialmente e realizando, dentro das suas possibilidades, as tarefas do cotidiano. Ele destaca que nesse processo, a Fisioterapia tem um papel muito importante, tanto na prevenção quanto no tratamento das alterações relacionadas ao envelhecimento.

Rotina ativa e atenção ao ambiente

No dia a dia, o professor orienta que o idoso mantenha uma rotina ativa, evitando longos períodos sentado ou deitado. "A prática de exercícios, uma alimentação adequada, hidratação, sono de qualidade e acompanhamento regular de saúde também são importantes", ressalta.

Outro ponto fundamental, segundo Matheus Maciel, é observar o ambiente onde o idoso vive. "Tapetes soltos, objetos espalhados pelo chão, iluminação inadequada e ausência de apoios em locais estratégicos podem aumentar o risco de quedas", alerta.

Ele também chama atenção para os sinais do corpo: "Dor persistente, perda de força, dificuldade para caminhar ou alterações no equilíbrio não devem ser encaradas simplesmente como consequências naturais da idade."

Atividade física e longevidade

A atividade física é apontada pelo especialista como uma importante ferramenta para promover o envelhecimento saudável. Segundo ele, os benefícios também alcançam a saúde emocional e social.

"Ela ajuda a preservar a força muscular, melhorar o equilíbrio, a mobilidade e a capacidade cardiovascular, além de contribuir para a saúde dos ossos. Quando falamos em longevidade, não devemos pensar apenas em quantos anos uma pessoa vai viver, mas também em como ela vai viver esses anos", completa.

Sobre os exercícios mais indicados, Matheus Maciel, que é coordenador do curso de Fisioterapia da Estácio, ressalta que não existe um único programa ideal para todos. "O programa de exercícios deve considerar a condição física, as doenças existentes, as limitações e os objetivos de cada pessoa", afirma. De maneira geral, ele recomenda combinar fortalecimento muscular, exercícios de equilíbrio, atividades aeróbicas, como caminhada, e exercícios de mobilidade e flexibilidade.

Prevenção de quedas: um dos maiores riscos

A prevenção de quedas, um dos maiores riscos para a saúde do idoso, precisa envolver tanto o ambiente quanto as condições físicas da própria pessoa. Dentro de casa, o especialista orienta retirar obstáculos, evitar tapetes soltos, melhorar a iluminação, utilizar corrimãos quando necessário e ter atenção especial ao banheiro.

"Uma queda pode provocar consequências importantes, como fraturas, hospitalização, perda de independência e até o desenvolvimento do medo de voltar a caminhar", alerta Matheus Maciel.

Fortalecimento muscular e ósseo

Com o envelhecimento, ocorre uma tendência natural à redução da massa e da força muscular, processo relacionado à sarcopenia, além da redução da densidade mineral dos ossos, que aumenta o risco de osteopenia e osteoporose. "O exercício físico, especialmente o treinamento de força adequadamente prescrito, é uma importante estratégia para preservar a capacidade muscular e contribuir para a saúde óssea", explica.

Para quem está há muito tempo sem praticar atividade física, o professor recomenda começar de forma gradual e reforça que nunca é tarde para começar. "Mesmo uma pessoa que iniciou a atividade física em uma idade mais avançada pode obter benefícios importantes para sua funcionalidade e qualidade de vida."

O papel da Fisioterapia

A Fisioterapia, segundo o especialista, atua para que o idoso consiga realizar suas atividades com o máximo de segurança e independência possível, envolvendo fortalecimento muscular, treinamento de equilíbrio, treino de marcha, exercícios de mobilidade e estratégias de prevenção de quedas. "Mais do que tratar uma dor ou melhorar determinado movimento, o grande objetivo é preservar a autonomia e a independência do indivíduo", afirma.

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