O projeto da Ponte Salvador–Itaparica avançou mais uma etapa com a emissão da Licença de Instalação (LI) pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), documento que autoriza o início das intervenções em terra, previstas para os próximos dias no município de Vera Cruz. A licença integra o conjunto de autorizações ambientais necessárias para a implantação do empreendimento.
Além da LI, o Inema publicou a Autorização de Supressão de Vegetação Nativa (ASV), a Autorização de Manejo de Fauna e a medida compensatória relacionada à servidão ambiental. Os documentos estabelecem condicionantes e programas de controle ambiental que deverão ser cumpridos durante a execução da obra.
O empreendimento também já recebeu autorização da Superintendência do Patrimônio da União (SPU) para intervenções em áreas federais, da Marinha do Brasil para a construção da Plataforma Linear Provisória (PLP) e os alvarás expedidos pela Prefeitura de Vera Cruz para o início das atividades.
Segundo o secretário da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador–Itaparica (SVPonte), Mateus Dias, o projeto segue cumprindo as etapas técnicas e legais previstas para o início das obras.
“Estamos avançando de forma transparente e responsável, cumprindo cada etapa técnica e operacional necessária para o início das obras. A Ponte Salvador–Itaparica representa um novo ciclo de desenvolvimento para a Bahia, com impactos positivos na mobilidade, na economia e no desenvolvimento de diversas regiões do estado”, destaca.
Os canteiros de obras em Vera Cruz e em São Roque do Paraguaçu, distrito de Maragogipe, já recebem equipamentos, estruturas e materiais importados da China e adquiridos de empresas brasileiras. Enquanto o primeiro será responsável pela gestão das atividades na ilha, o segundo funcionará como principal centro industrial e logístico do empreendimento. Um terceiro canteiro será instalado na Avenida Jequitaia, em Salvador, onde ficarão concentradas as atividades administrativas e a produção de concreto e armações de aço.
A Plataforma Linear Provisória, autorizada pela Marinha, será utilizada para o deslocamento de trabalhadores e equipamentos durante a construção. De acordo com o governo baiano, a estrutura reduzirá em cerca de 70% a necessidade de embarcações de apoio, diminuindo o fluxo marítimo na Baía de Todos-os-Santos durante a execução da obra.
A fase inicial de montagem da plataforma deve gerar cerca de 200 empregos diretos, entre montadores, soldadores e engenheiros, além de vagas indiretas nos setores de logística, transporte e suprimentos. Ao longo de toda a construção, a previsão é de criação de aproximadamente 7.000 empregos diretos e indiretos.
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