As propostas que tratam da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1 avançaram no Congresso nesta semana e abriram um novo capítulo no debate sobre o modelo de trabalho no Brasil. Hoje, há iniciativas tanto de parlamentares quanto do governo federal, com diferenças importantes.
Na Câmara, o relator Paulo Azi deu parecer favorável à tramitação de propostas que alteram a Constituição para reduzir a jornada semanal e ampliar os dias de descanso.
O que propõem as PECs do Congresso
Duas propostas de emenda à Constituição concentram o debate:
Por alterarem a Constituição, essas propostas exigem um processo mais longo e aprovação por três quintos dos parlamentares em dois turnos de votação.
O que propõe o governo
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou um projeto de lei com urgência constitucional.
A proposta reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e estabelece a escala 5x2, com dois dias de descanso remunerado.
Por ser um projeto de lei, a tramitação é mais rápida e exige maioria simples para aprovação.
Principais diferenças
A principal diferença entre os textos está no alcance das mudanças:
O que está em debate
O relator Paulo Azi indicou que o debate pode convergir para uma jornada de 40 horas, modelo adotado em diversos países.
Ele também defendeu a análise de regras de transição e possíveis medidas para compensar impactos econômicos, como mudanças em encargos sobre a folha de pagamento.
Especialistas apontam que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, mas alertam para o risco de aumento de custos para empresas e efeitos sobre emprego e preços.
Próximos passos
Na Câmara, a votação na Comissão de Constituição e Justiça foi adiada após pedido de vista e deve ocorrer em até 15 dias. Se aprovadas, as propostas seguem para uma comissão especial, onde o mérito será discutido.
Já o projeto do governo pode avançar mais rapidamente por tramitar em regime de urgência.
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