Após ter a prisão preventiva decretada nesta terça-feira (22), o rapper Oruam (Mauro Davi dos Santos Nepomuceno), de 23 anos, divulgou uma nota ao portal LeoDias na qual denuncia supostos abusos cometidos por policiais civis durante uma operação realizada em sua casa, no Rio de Janeiro, na noite anterior.
O artista afirma que foi vítima de agressões físicas, abuso de autoridade e perseguição racial. Segundo ele, os policiais teriam agido com truculência, invadido o quarto onde sua noiva dormia sozinha e até apontado uma arma para sua cachorra, que latia assustada.
“Eles entraram de fuzil e sem farda na minha casa. Toda vez que eu dizia que era artista, apanhava. Só repetiam que eu era bandido. Isso é uma perseguição nitidamente racista”, declarou Oruam.
O rapper também relatou que os agentes o chamavam de criminoso e desconsideravam qualquer explicação: “Posso ser filho de bandido, mas sou artista. Ganho meu dinheiro com isso. A lei tem cor, e é preta. Preto não pode estar no topo?”, afirmou.
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