O senador baiano Jaques Wagner (PT) questionou o ministro da Justiça Sérgio Moro, no Senado, na tarde desta quarta-feira (19), se o ex-juiz da Operação Lava Jato deixaria o atual cargo para que o caso fosse investigado.
Na oportunidade, o ex-governador da Bahia ainda questionou Moro sobre o fato de ter supostamente vazado, em março de 2016, uma conversa telefônica entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a então presidenta Dilma Rousseff. Wagner também criticou postura do ministro que “insiste em desqualificar” o site e “chamá-lo de sensacionalista”.
“Foi uma medida sensacionalista divulgar as conversas da presidente Dilma? Colocar no Pelourinho a dignidade das pessoas que deveriam ser mantidas sigilo?”, perguntou o pestista.
Moro respondeu: “Na Lava Jato sempre manifestei que os processos fossem transparentes. Todo material probatório ficava disponível. Não ficava em pílula. Aquele áudio pode ser. Pode haver divergência […]. Não me servi na ocasião de hackers criminosos. Estou convicto das minhas ações como juiz. Não tenho apego pelo cargo em si. Se houver irregularidade da minha parte eu saio. Mas não houve. Sempre agi de forma imparcial. Pode divulgar tudo. Sem sensacionalismo e interpretação que não condizem ao texto”, disse o ministro.
Desde o início da manhã, o ministro do governo Bolsonaro responde a indagações sobre as reportagens publicadas pelo The Intercept Brasil, que mostravam mensagens trocadas entre ele e o procurador Deltan Dallagnol.
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