O resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira (Ideb) 2021, divulgado na última sexta-feira, tem sido amplamente utilizado nas campanhas políticas de candidatos ao governo da Bahia — tanto para atacar, de um lado, quanto para vangloriar-se, de outro. O estado atingiu 6 pontos na educação básica da rede estadual, 4,5 no Ensino Fundamental e 3,5 no Ensino Médio.
Como ocorreu com levantamentos anteriores, surgiram comparações com outros anos e estados — listados em rankings — e análises com diferentes recortes. Mas agora há uma diferença: a pandemia.
“Usar esses dados para comparar estados e municípios é irresponsabilidade. É tirar totalmente de contexto o cenário atípico em que as avaliações foram conduzidas, por conta da pandemia”, explica Gabriel Corrêa, líder de Políticas Educacionais da ONG Todos Pela Educação.
Corrêa avalia como desonesto o uso das informações do Ideb senão para “as escolas e secretarias, individualmente, nortearem suas ações de recuperação das aprendizagens”. Diante disso, a Todos Pela Educação publicou uma nota reforçando preocupações, sugerindo cautela nas análises.
Na nota, é destacada a baixa participação de alunos no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) do ano passado. Na Bahia, apenas 28% do público esperado compareceu — por isso não entrou nos cálculos nacionais.
Além disso, o comunicado lembra que a taxa de aprovação pode ter sido corrompida pela forma como cada escola resolveu lidar com a questão durante a crise sanitária: algumas adotaram a política de não reprovar alunos, outras não. Os dois parâmetros são utilizados para o resultado do Ideb.
No debate político, outro assunto está nos holofotes: a segurança pública. A primeira pesquisa Datafolha encomendada pelo Grupo Metropole, revelada no fim de agosto, mostra que a maioria dos baianos teme ser vítima de violência. Três em cada quatro pessoas (74%) declararam ter muito medo de serem atingidas por uma bala perdida e duas em cada três (67%) de serem assaltadas na rua.
Questionados sobre a responsabilidade pela segurança pública, os 1.008 entrevistados divergiram. Atribuíram a tarefa aos prefeitos, 30%; ao governador, 34%; e ao presidente, 24%. Para 6%, todos os poderes são responsáveis. O restante deu outras respostas ou não opinou.
Professor de estratégia de gestão pública da Ufba, Sandro Cabral explicou quais são as atribuições dos três níveis de governo e como elas se relacionam.
O presidente tem controle de fronteiras, da legislação para poder evitar que armas de fogo caiam na mão criminosos, da fiscalização das munições, de políticas estruturantes para a partilha de recursos aos estados, etc. Já o estado tem a gestão das forças policiais. E o município, a segurança do dia a dia: iluminação pública, guardas municipais, conselhos municipais de segurança..”, indicou.
Cabral ressaltou a importância da união entre as gestões para o combate à violência. “A responsabilidade é compartilhada, não pode-se atribuí-la a um único órgão. Os governantes têm que buscar a integração entre as forças policiais, até para evitar redundância nos trabalhos”, avaliou.
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