Quatro meses após o rompimento da Barragem de Córrego do Feijão, da mineradora Vale, em Brumadinho (MG), os investigados estão soltos, a multa aplicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não foi paga e as apurações continuam. Ainda não há réus nas investigações. O desastre deixou 242 mortos, segundo a Defesa Civil, e outras 28 pessoas seguem desaparecidas.
Treze funcionários da mineradora e da empresa TÜV SÜD, que atestou a segurança da estrutura, são investigados em liberdade. Eles já estiveram presos duas vezes: na última ocasião, foram liberados entre a noite do dia 15 de março e a madrugada do dia 16, com a concessão de um habeas corpus por parte do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que considerou as prisões desnecessárias.
A Polícia Civil afirmou ao portal G1 que o inquérito já permite apontar a hipótese de homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de cometer o crime. Ainda é preciso apurar a participação de cada um dos considerados envolvidos na tragédia.
A multa aplicada pelo Ibama, no valor de R$ 250 milhões referentes a cinco autos de infração, ainda não foi paga pela Vale. Já a multa aplicada pelo governo de Minas Gerais, no valor de mais de R$ 99 milhões, foi paga.
Até o dia 24 de maio, 21 acordos individuais foram homologados pela Justiça entre atingidos, representados pela Defensoria Pública de Minas Gerais, e a Vale, segundo o TJMG.
Procurada, a mineradora disse que não iria comentar o assunto.
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