O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje que, ao pronunciar "PF" em reunião ministerial, não se referia especificamente à Polícia Federal, mas a um sentido mais amplo. Em declaração na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro ainda se irritou com questionamentos sobre o vídeo da reunião. O material faz parte do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga uma possível interferência do presidente na Polícia Federal.
"Palavra PF. Duas letras. Tem a ver com a Polícia Federal, mas é reclamação 'PF', no tocante ao serviço de inteligência", disse o presidente, segundo o UOL.
Ao ser questionado novamente sobre o tema, ele disse que não estava ali para ser interrogado e que espera que a gravação seja publicada. "Não vou me submeter a interrogatório por parte de vocês. Espero que a fita se torne pública para que a análise correta venha a ser feita. A interferência não é nesse contexto da inteligência, não. É na segurança familiar. É bem claro, segurança familiar, e não toco PF nem palavra 'Polícia Federal' na palavra segurança familiar..."
Perguntado se falava sobre o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Bolsonaro disse: "A quem estaria me referindo? É óbvio", disse, antes de insistir na versão de que não falava especificamente sobre a Polícia Federal. "Uma reclamação minha... É palhaçada o que está fazendo. O que eu falei ali no tocante à segurança física. Está bem claro. Quem faz não é PF, nem Polícia Federal, é o GSI", disse.
Logo depois, o presidente disse que não responderia mais perguntas e entrou no carro, em direção ao Palácio do Planalto.
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