O Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro) foi informado pela direção da Petrobras no último dia 8 que a estatal prepara a redução das atividades nos campos da UO-BA.
A empresa não informou quais campos serão atingidos, mas a decisão, chamada de hibernação, pode alcançar os campos de Taquipe, Candeias, Santiago e Miranga, localizados nos municípios de São Francisco do Conde, Candeias, São Sebastião do Passé, Catu e Pojuca.
Em nota, o Sindpetro afirmou que "com a dificuldade de vender seus ativos devido, principalmente, à crise do petróleo que sofreu uma queda de 50% nesse ano em função da guerra de preços travada pela Arábia Saudita e Rússia e também pela diminuição da demanda por causa do coronavírus, a atual gestão da Petrobrás encontrou um meio de colocar em prática o seu plano de privatização".
De acordo com o sindicato, a "paralisação das atividades nos campos da UO-BA deve ter inicio até o final de abril ou principio de maio e significará a redução de 50% da produção da estatal na Bahia".
O diretor de comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, disse que "essa medida é absurda e não se justifica. A Petrobrás é um braço do estado brasileiro e, em um momento como esse, deveria manter e fazer novos investimentos".
O Sindipetro informou que buscará apoio político para barrar a medida, "alertando para os prejuízos que o estado da Bahia terá".
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