A Prefeitura de Quijingue, no nordeste da Bahia, descobriu uma grave irregularidade deixada pela gestão passada: uma ex-servidora que já estava aposentada há anos continuava recebendo salário normalmente, como se ainda trabalhasse.
A fraude, segundo a atual administração, gerou um prejuízo de R$ 1,4 milhão aos cofres públicos. A ex-servidora é a professora Sandra Regina Santana de Oliveira, que se aposentou em junho de 2016, mas mesmo assim seguiu na folha de pagamento, com vencimentos que ultrapassavam R$ 13 mil por mês.
O caso foi identificado durante uma auditoria feita pelo setor de Recursos Humanos, que cruzou informações da folha municipal com dados da Previdência Social (DATAPREV). Após a confirmação da aposentadoria, a Prefeitura emitiu um decreto declarando oficialmente a vacância do cargo, o que significa que o posto ocupado por ela estava ilegalmente preenchido.
De acordo com a Prefeitura, todo o processo ocorreu na gestão anterior. A atual administração informou que já encaminhou o caso à Procuradoria Jurídica do Município, à Controladoria Interna e ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) para que o dinheiro seja devolvido e os responsáveis punidos.
O decreto do prefeito cita ainda o Estatuto dos Servidores Públicos de Quijingue (Lei nº 102/2001), que prevê que a aposentadoria encerra automaticamente o vínculo do servidor com o cargo.
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