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OMS espera identificar mais casos de varíola dos macacos

Agência diz que boa parte das novas infecções foram diagnosticadas em homens que tiveram relação homossexual

23/05/2022 09h20
Por: Redação
Imagem: Reprodução/YouTube
Imagem: Reprodução/YouTube

A OMS (Organização Mundial da Saúde) disse que novos casos de varíola dos macacos devem ser identificados à medida que a organização expande a sua vigilância em países onde o vírus não costuma ser encontrado. Até sábado (21), 92 infecções foram confirmadas e outras 28 estavam sob investigação em 12 países.

“A situação está evoluindo e a OMS espera que haja mais casos de varíola dos macacos identificados à medida que a vigilância se expande em países não endêmicos”, disse a agência de saúde em comunicado.

“As evidências disponíveis sugerem que quem está em maior risco são aqueles que tiveram contato físico próximo com alguém com varíola dos macacos, enquanto são sintomáticos”, explicou.

A agência acrescentou que boa parte dos novos casos foi identificada em homens que tiveram relação sexual com outros homens e buscaram assistência em clínicas de saúde sexual.

Para conter o surto, a OMS afirmou que está informando a população com maior risco de infecção e orientando profissionais de saúde.

O vírus causador da doença é transmitido por contato direto com animais ou humanos infectados e raramente é identificado fora do continente africano. O 1º caso europeu foi confirmado em 7 de maio, em uma pessoa que retornava à Inglaterra da Nigéria.

Os 12 países integrantes da OMS que reportaram infecções pelo vírus até o momento são: Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Itália, Portugal, Reino Unido e Suécia.

Não há vacina específica para a varíola dos macacos, mas as vacinas usadas contra outros tipos de varíola se mostraram até 85% eficazes, segundo a OMS.

Os sintomas da doença consistem em: febre, dores de cabeça e nas costas, calafrios, cansaço e erupções cutâneas, que se iniciam no rosto e se espalham para o resto do corpo. É considerada uma doença viral leve.

Apesar das preocupações, infectologistas não estimam que o surto evolua para uma pandemia, pois não se espalha tão facilmente como as infecções pelo novo coronavírus, por exemplo.

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